Mostrando postagens com marcador sara melo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sara melo. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de novembro de 2012

Alegoria dos Porquês

(Inspirada em Realejo) Por Maíra Viana, (Curta no Face)


O tempo batia asas. No mundo dela era sempre noite. Mesmo de manhã, o céu permanecia no mais completo breu. Cansada daquela mesmice, passou a questionar os porquês da sua existência e da origem do mundo no qual vivia. Procurava a lógica dos fatos e se perdia em suas próprias explicações. Uma ideia fixa martelava em sua cabeça: Precisava sair dali e descobrir se tudo era sempre daquele jeito ou se lá longe, bem distante, haveria uma outra realidade. E pôs-se a caminhar. Todo chão era pouco perto do desejo que a movia. E então chegou numa das pontas do mundo: tudo continuava a ser sempre daquele jeito  e lá longe, bem distante, não havia nenhuma outra realidade. Deu a volta e seguiu obstinada. Quanto mais andava, mais sentia  o tamanho do mundo. De seus pés brotavam calos. O corpo padecia, descascava, transmutava. E os porquês se tornavam cada vez mais audíveis reverberando nos quartos de seu coração. E no que cruzou o sul, o norte, o leste e o oeste do mundo: tudo continuava a ser sempre daquele jeito e lá longe, bem distante, não havia nenhuma outra realidade. Quanto mais andava mais sentia o tamanhinho do mundo. Não havia mais pra onde ir, seu corpo também não suportava mais acompanhar o ritmo frenético dos porquês de sua cabeça. A massa corpórea dela padecia, pipocava, inchava. Achou que fosse morrer naquele instante e quando olhou de volta para si foi que percebeu a transformação. O corpo dela havia crescido tanto que não cabia em seu mundo. Com toda aquela pressão, o céu foi rasgando vagarosamente até revelar a luz. Em seu novo mundo, era sempre dia. Mesmo de noite, as estrelas garantiam uma luminosidade  que ela jamais poderia prever enquanto lagarta andante dentro da caixa de sapato. Agora era diferenteEla batia asas.





Sara Melo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Palavras Repetidas

Começar textos sempre foi um desafio pra mim. Com esse não é muito diferente. Depois que a ideia começa, é fácil fluir... Mas antes disso, são necessárias pelo menos umas 3 ideias diferentes de introdução. Haha.

Andei pensando, mais que de costume, mais do que 3 vezes...

Geralmente, quando a coisa aperta, quando as mudanças te pressionam a ser diferente.. Que resolvemos, finalmente, rever as nossas vidas e atitudes.
Claro que quanto mais o tempo passa, mais vezes aparecem essas situações. Cada vez mais nos vemos obrigados a mudar, amadurecer, evoluir... As vezes é difícil aceitar como as coisas aconteceram. É tão difícil aceitar que situações tão bem planejadas e bem empenhadas não saíram da forma que queríamos.
Mas aí vem a vida e te dá aquele tapa na cara. Mostra quem é que manda por aqui. E que, na verdade, as coisas podiam ser muito melhores do que tínhamos imaginado.

As vezes um programa que você normalmente odiaria, te leva a re-conhecer pessoas que sempre estiveram alí, mas que não tinham tido a oportunidade de construir uma amizade.
Ou uma data especial, que comemorada em um simples corredor de um prédio consegue barrar a festa mais cara da cidade no quesito diversão.
Aquela pessoa que você, por um momento pensa que vai se afastar e nada vai ser como antes, mostra que os laços iam tão além, que prevaleceriam acima de tudo.
E também aquelas pessoas, que sempre estiveram em nosso cotidiano, que se tornam quase invisíveis de tão comuns... Nos surpreendem nos mais variados momentos.

Enfim... se eu for listar todas as coisas que me vieram em mente, ninguém vai terminar de ler esse post. Kkkk

Não importa o quanto a vida mude, dê rasteiras, tapas, socos, etc.
Sempre haverão sorrisos, abraços, beijos, carinhos, lições, aprendizado... E todas essas palavras tão repetidas em tantos lugares. As vezes essas coisas aparecem camufladas, quase invisíveis, por serem tão comuns.

É aí que eu torço, pra chegar aquela espetadinha básica, que exija mudanças e diga ‘se liga’. Haha.

Desculpem pelos clichês, mas eles também merecem atenção, coitadinhos.
E as palavras repetidas tem o seu charme, como já dizia meu velho e bom amigo e amor platônico, Renato Russo: Quais são as palavras que nunca são ditas?

Obrigada aos queridos que alegram e colorem a minha vida. Seja com memórias antigas, recentes ou futuras. :)
Dia desses me disseram que a gente atrai aquilo que transmite.. Rapaz, eu devo ser muito linda mesmo. *-* haha. :D
  

Como eu também não gosto muito de adeus... eu digo
LEGEN... whait for it ...DARY! ;D


Sarinha (Linda).